Aprendi

Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém... Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim... E ter paciência para que a vida faça o resto...

Ainda há Esperança

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abreu e lima, pernambuco, Brazil
uma pessoa seria simpatica e estrovertida.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Silas Malafaia critica Gospel+ e blogs evangélicos: “mediocres, caluniadores, invejosos, bandidos!”


O pastor da Assembléia de Deus, Silas Malafaia, mais uma vez usou seu programa de televisão para criticar blogueiros e profissionais que atuam nas mídias virtuais para opinar e noticiar. No programa exibido no dia 16 de abril, Malafaia disse para os telespectadores tomarem cuidado com sites evangélicos, pelo fato de que estariam difamando o seu ministério. O pastor chamou os profissionais de “um bando de picaretas, caluniadores que levantam falso, de fofoca no meio do povo de Deus”, disse.

Além desses xingamentos, o pastor demonstrou raiva ao falar: “Eu fico com vergonha de ver como gente que se diz evangélica monta site e um monte de crente segue esses medíocres, caluniadores, invejosos, críticos que não fazem nada na seara de Deus”, falou Malafaia. O pastor nem se preocupou em descobrir os ofícios dos profissionais da internet, portando levantou falso testemunho ao afirmar que esses trabalhadores não fazem algo para contribuir com o Reino de Deus.

Após todas as injúrias proferidas, ameaçou. “Seu eu fosse dar resposta ao que esses caras colocam no site a respeito da minha vida e do meu ministério eu tinha que botar uns 90% na cadeia porque são bandidos, essa que é a verdade. Merece cadeia, porque usa o nome de Deus, usa o nome evangélico para um site para caluniar, difamar, arrumar intriga, para botar dúvida no coração dos fracos porque tem crente fraco, está na Bíblia”.

Aparentemente Malafaia teme que seus seguidores deixem de crer em seu ministério e por isso critica as pessoas que enxergam que Deus não cobra dinheiro pelo amor que nos dá, pois a salvação vem pela graça de Deus.

Assista ao vídeo de Silas Malafaia ofendendo sites e blogs evangélicos.

Crítica direta ao Gospel+

O site Gospel+ também foi alvo de críticas de Silas Malafaia. No dia 7 de abril, dias antes da gravação do programa acima citado, o pastor acessou o Gospel+ e comentou a notícia falando sobre o lançamento de sua campanha do Clube do 1 milhão de Almas divulgada no dia 5 de abril. Utilizando exatamente das mesmas palavras do vídeo e o mesmo tom enfatizado, provou que os xingamentos no programa evangélico foram voltados ao Gospel+ e que o comentário era verdadeiramente dele.

O comentário de Silas Malafaia no Gospel+ começou com o pastor dizendo que “não sabia que um site dito evangélico tivesse parceria com Satanás para apregoar mentiras” e prometeu “prová-las”. Antes ele disse que nunca mais responderá sobre as notícias veiculadas a respeito dele e chamou o Gospel+ de site medíocre.

Ele comentou que “não comprei avião por 20 milhões de reais, o valor e infinitamente inferior (…) não comprei em meu nome, pois e propriedade da Associação Vitória em Cristo”.

Silas Malafaia afirmou que o Gospel+ noticiou que ele comprou o avião por 20 milhões, porém o portal noticiou que o avião custou 12 milhões, realmente um preço bem menor, mas ainda sim muito alto para os padrões brasileiros e um valor sonhado por tantos que passam fome e necessidades e que não receberão nem um centavo desse montante. O pastor também falou que não comprou o avião no nome dele, mas sim da Associação Vitória em Cristo, porém a associação pertence a ele, ou seja, está no nome de Silas Malafaia, que o utiliza frequentemente.

Malafaia também falou: “a segunda mentira do site e dizer que o pr. Mike Murdock cobra para falar em conferencias e igrejas. Eu desafio qual e o pastor no Brasil que o pr. Mike Murdock cobrou para pregar”.

Infelizmente o Gospel+ não achou em nenhum de suas matéria já publicadas em toda a sua história algo se quer relacionado a afirmação de que o pastor Mike Murdock cobra pelas suas apresentações e conferências. Porém confirmamos que o próprio Malafaia cobra milhares de reais por essas apresentações.

Malafaia terminou seu comentário dizendo: “querem o meu conselho: cuidado quando falarem de ungidos de Deus. Tenho convicção que Deus vela por mim. Repito, nunca mais vocês verão nenhum tipo de resposta minha. Meu ministério, minha vida, fala mais alto do que toda a calunia de críticos, e medíocres invejosos”.

Mais uma vez o pastor deixou claro que reprova as pessoas que questionam sobre seus atos e seu ministério. Porém o pastor nunca chegou a comentar sua mudança na visão teológica, pois antes era contra a teologia da prosperidade e atualmente busca pastores estrangeiros para pregar de forma favorável a respeito do assunto. Se Malafaia mudou de opinião sem dar explicações aos crentes, deixando-os confusos quanto ao relacionamento de Deus, naturalmente haverá críticas sobre seus atos. A grande maioria dos líderes sabe o quão é importante a critica para saber onde esta errando e como crescer, mas para crescer com elas o primeiro passo é ouvi-la e não simplesmente xingar.

Sobre as acusações de que o Gospel+ tem pacto com o diabo e é um site medíocre o Renato Cavallera, diretor de conteúdo do portal, respondeu: “Deus é o juiz, Deus sabe tudo, é Deus quem conhece o que esta até no mais íntimo do homem, não Silas Malafaia. Como ele pode afirmar que nós temos pacto com o diabo? Uma coisa eu tenho certeza, não foi de Deus que ele tirou essa informação.” e finalizou: “Graças ao Pai que hoje não somos um site medíocre, como ele diz. Mesmo não cobrando nada por todos os nossos serviços conseguimos prosperar e crescer. Todos os nossos funcionários são evangélicos batizados, é requisito mínimo para trabalhar nessa obra. Tratamos esse portal como um ministério, uma responsabilidade dada por Deus em nossas mãos, não será um humano que irá diminuir a grandeza de algo que foi nos dado pelo Pai. Se hoje é possível buscar sermos o melhor portal cristãos do mundo é porque Deus permitiu que isso acontecesse e se Ele não estivesse apoiando este ministério com certeza ele não estaria no ar, muito menos como estamos.”

Renato Cavallera também comentou sobre a retaliação: “eu já fui admirador do trabalho de Silas Malafaia, porém hoje é triste o que ele prega. Pede dinheiro para as pessoas sustentarem seu programa dizendo que é para evangelização mais usa o espaço para ficar fazendo propaganda de seus produtos e ficar xingando os outros… É assim que se evangeliza? Não me lembro de Jesus ter feito algo parecido.” Renato completou: “o trabalho do Gospel+ é informar e não ficar concordando ou omitindo as atitudes de um ou de outro, independente de quem for. Jesus apontava os erros e os acertos de seus seguidores e assim as pessoas melhoravam. O Gospel+ segue a Jesus e não a pastor.”, e encerrou: “Estarei orando e pedindo oração pelo Pastor Silas Malafaia, ele é um grande instrumento de Deus, mas infelizmente parece estar ouvindo mais a outros humanos (ou seja, pecadores) do que ao próprio Pai, sábio, poderoso e justo”.

O Gospel+ irá lançar em breve sua nova versão, muito mais rápida e acessível, além de muitas novidades e serviços para seus usuários.

Xingamentos antigos

Em setembro do ano passado o pastor já havia criticado os sites que protestam contra seus atos. Em seu programa ele disse: “eu nem abro site de internet para ver o que falam de mim, alguém dá uma informação para mim, mas eu mesmo não procuro. Eu conheço a vida dos caras, nego recalcado, nego enrolado”.

Ele também que comentou que as pessoas que o critica “não realizam obras. Você já viu que só jogam pedra em árvores que dá fruto? É isso o que me alegra, o que me satisfaz”. Infelizmente nesse afirmação o Pastor Silas Malafaia se contradisse, já que é um famoso crítico brasileiro, então suas palavras servem para si próprio. É pena que ele se alegre com o erro dos outros ao invés de ajudar a melhorar, como Cristo fazia.

terça-feira, 2 de março de 2010

Sexo depois do casamento, anel de pureza e críticas: como os jovens tratam a virgindade



Faça uma enquete básica em qualquer escola de ensino médio e você comprovará. Segundo as estatísticas, a primeira experiência sexual dos jovens vem acontecendo cada vez mais cedo, com 15, 14 e até 13 anos de idade. Na contramão desse comportamento precoce, garotos e garotas estão optando por esperar o casamento para perder a virgindade. A motivação, em geral, tem cunho religioso, mas muitos também se inspiram na onda conservadora que começou há poucos anos nos Estados Unidos e encontra nos ídolos pop Jonas Brothers seus principais ícones.

O analista de sistemas Ubirailson Jersy Soares de Medeiros, 26 anos, de João Pessoa (PB), namora há quatro anos e meio e decidiu manter-se virgem até o casamento por conta de uma experiência religiosa intensa (ele não dá mais detalhes). “Tive uma experiência com o amor de Deus que mudou minha vida e quero corresponder a este amor tendo um coração puro e deixando que meu corpo seja coerente com essa realidade. O sexo é algo muito precioso e belo para ser vivido de qualquer jeito, é sagrado!”, acredita o rapaz, cujo passado guarda algumas “máculas”. “Descobri que tratava minha sexualidade de modo desordenado, viciado e egoísta, buscando o prazer pelo prazer. Fazia das mulheres coisas, objetos, denegria o valor que elas tinham. Embora seja virgem, tive muitas experiências íntimas com algumas mulheres. Posso dizer que fiz quase tudo, menos a conjunção carnal”, revela.

Estilo de vida

Para o digitador Júnior Nogueira, 26 anos, de Sobral (CE), a castidade é um “estilo de vida”. “Ela abrange mais do que simplesmente a virgindade, pois se relaciona com o nosso modo de amar a Deus e aos outros. Portanto, uma pessoa pode ser virgem e não ser casta, ou o contrário, não ser mais virgem e viver a castidade como opção”, explica. “Acho que há muita banalização do sexo. As pessoas mal se conhecem e já vão para a cama”, reclama o estudante de Direto Hugo de Oliveira, 23 anos, de Osasco (SP). Evangélico e educado em uma família com princípios religiosos bem rigorosos, ele garante que resistirá às tentações e se casará virgem. Uma de suas maiores dificuldades é lidar com a “tiração de sarro” e o espanto dos amigos. “A maioria dos jovens hoje em dia não deseja abster-se do sexo. Os que querem têm vergonha de se expor por medo de serem repudiados. Meus amigos zoam comigo, mas eu relevo. Prefiro acreditar que cada um tem um pensamento diferente”, diz Hugo, que não sente o menor receio em firmar sua convicção ao usar um anel da pureza, acessório usado também pelos irmãos Jonas Brothers para revelar ao mundo a condição da virgindade.

Todo mundo pensa que eu não vou aguentar, que não vou me segurar, mas acho que os seres humanos têm, sim, total controle sobre seus atos
Loanda Natália Santos, 17 anos

Alvo de risos por parte das amigas, que já a chamaram de hipócrita, e de descrédito de alguns familiares, a estudante de Nutrição Loanda Natália Santos, 17 anos, de Santo André (SP), garante que vai manter-se virgem até o casamento. Ela está namorando há um mês e já avisou o rapaz de sua decisão. “Ele respeita minha opção. Desde que soube o que é sexo, desejo me casar virgem. Todo mundo pensa que eu não vou aguentar, que não vou me segurar, mas acho que os seres humanos têm, sim, total controle sobre seus atos”, ressalta.

Se segurar não é fácil. Os entrevistados reclamam do excesso de estímulos da TV e da Internet – dançarinas de trajes sumários nos programas de auditório, as “sisters” do BBB10 de biquíni, vídeos e fotos pornôs. As garotas também apontam a pressão das amigas para transar, enquanto os rapazes indicam a maneira sensual como as mulheres se vestem no dia a dia como uma tentação a ser vencida. Embora tenha tido experiências sexuais no passado, com uma antiga namorada, o professor Wellington Vancini, 27 anos, de Fortaleza (CE), vive em “jejum” há quase sete anos. Sua atual namorada é virgem, quer subir ao altar assim, e ele optou por respeitar sua decisão até o casamento, previsto para o fim do ano. “O namoro casto potencializa o autoconhecimento”, afirma. “Como vivi os dois tipos de relação, posso afirmar com toda a certeza que este último me traz muito mais alegrias”, destaca ele, que não gosta muito do termo “abdicar”. “Esse termo dá a conotação de algo reprimido e isso não é bom. A castidade, na verdade, é uma busca por uma coerência interior, buscar ser inteiro, sem divisões; é ordenar toda minha sexualidade em favor de um objetivo.”

Críticas

Alguns amigos inicialmente achavam minha escolha radical, mas hoje concordam; outros permanecem não concordando; alguns acham isso bonito, mas se dizem incapazes de viver algo assim
Wellington Vancini, 27 anos

Já a estudante Amanda F. Mota, 16 anos, de Brasília (DF), que justifica a virgindade por motivos religiosos, reclama da dificuldade de namorar alguém que compreenda seus princípios. “Às vezes, estou com alguém de que gosto, com quem me sinto bem, e ambos gostaríamos de dar esse passo adiante; mas aí me lembro do compromisso que assumi comigo mesma, e acabo indo devagar”, revela a garota. “É complicado, principalmente quando você gosta da pessoa e o momento é propício. E usar argumentos religiosos também pode ser bem difícil: ele pode achar tudo isso de castidade uma besteira, ou aceitar minha decisão. Geralmente, é a primeira opção que acontece”. Problema semelhante enfrenta a estudante de Engenharia da Computação Gisele Lima, 20 anos, de Nova Iguaçu (RJ). “A minha maior dificuldade é encontrar alguém que pense em respeitar minha decisão. Terminei com a maioria dos meus ‘exs’ porque eles ficavam me pressionando a fazer sexo. E meus amigos me acham careta, mas não ligo. Sei bem o que quero para mim”, salienta.

As críticas alheias, aliás, também são um empecilho a ser vencido. “Alguns amigos inicialmente achavam minha escolha radical, mas hoje concordam; outros permanecem não concordando; alguns acham isso bonito, mas se dizem incapazes de viver algo assim. O mais importante é viver com coerência tal decisão para ser respeitado”, afirma Ubirailson. O professor Wellington, que não faz segredo sobre sua condição, já foi chamado de gay por algumas alunas revoltadas com a falta de receptividade às investidas. “Além de preconceitos, sofri calúnias e difamações por causa de mentiras que inventaram sobre a fidelidade à minha namorada. Mas minha consciência é tranquila e meu sono é leve, pois não carrego nenhuma dessas acusações”, afirma.

Padre é preso após ser flagrado comprando cocaína


Um padre da Igreja Católica Apostólica Romana do noroeste da Pensilvânia, nos Estados Unidos, está sendo acusado de porte ilegal de drogas, depois de ser flagrado comprando cocaína na Filadélfia, informou a agência de notícias AP.

O padre James B. Shimsky, de 50 anos, faz parte da diocese de Scranton e foi preso em janeiro deste ano.

Oficiais da Divisão de Narcóticos confirmaram que um homem foi pego com cocaína em seu jipe na manhã de 30 de janeiro deste ano, no norte da Filadélfia. O padre foi flagrado numa blitz, quando policiais pararam seu veículo e encontraram a droga.

William Genello, porta-voz da diocese, afirmou que James B. Shimsky foi afastado da igreja de St. John Vianney Parish desde sua prisão.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Harry Potter e o Cristianismo


A princípio, o mundo da religião não ficou particularmente entusiasmado com a chegada do menino Potter. Por vários anos, a série Harry Potter, de J. K. Rowling, esteve no topo das listas da Associação Americana de Bibliotecas de livros mais desafiadores (razões citadas em 2001: “antifamília, ocultismo/satanismo, ponto de vista religioso e violência”). Protestantes evangélicos questionavam: a representação positiva da bruxaria desencaminharia crianças? E alguns católicos também estavam preocupados. Do cardeal Joseph Ratzinger (hoje Papa Bento XVI), que alertou que “seduções sutis” no texto poderiam “corromper a fé cristã”, ao reverendo Ronald A. Barker, sacerdote de Wakefield que arrancou os livros da biblioteca escolar de sua paróquia.

Mas, nos últimos anos, escritores e pensadores religiosos passaram a se entusiasmar por Harry - tanto a Christianity Today, uma revista evangélica, quanto L’Osservatore Romano, o jornal do Vaticano, elogiaram o último filme. O Christian Broadcasting Network, canal de Pat Robertson, apresenta em seu website uma seção especial sobre A Controvérsia de Harry Potter, que reconhece que “importantes pensadores cristãos têm opiniões muito diferentes sobre os produtos Harry Potter e como os cristãos devem responder a eles”.

Ético, positivo e tolerante
Ao mesmo tempo, estudiosos da religião começaram a desenvolver uma abordagem com maiores nuances sobre o fenômeno Potter, com alguns argumentando que a extremamente popular série de livros e filmes contém mensagens éticas positivas e um arco narrativo que vale a pena ser examinado academicamente e até teologicamente.

Os acadêmicos estão interessados sobretudo no que os livros têm a dizer sobre os dois grandes temas de preocupação das pessoas de fé - moralidade e mortalidade -, mas alguns também investigam o que a série diz sobre tolerância (Harry e seus amigos são notavelmente abertos a pessoas e criaturas diferentes), intimidação, a natureza e presença do mal na sociedade e a existência do sobrenatural.

O interesse acadêmico nos livros de Harry Potter começou bem antes do fim da série e não dá sinais de diminuir. Pipocaram livros acadêmicos com títulos tão diversos quanto The Ivory Tower and Harry Potter: Perspectives on a Literary Phenomenon (A Torre de Marfim e Harry Potter: Perspectivas Sobre um Fenômeno Literário) e Harry Potter’s World: Multidisciplinary Critical Perspectives (O Mundo de Harry Potter: Perspectivas Críticas Multidisciplinares).

No último outono, a Academia Americana de Religião teve em sua convenção anual uma mesa chamada A Forma Potteriana de Morte: A Concepção de Mortalidade de J. K. Rowling. E há uma grande quantidade de artigos em periódicos religiosos com títulos como Procurando Deus em Harry Potter e Envolvendo-se na Espiritualidade de Harry Potter ou mesmo mais complexos como Harry Potter e o Batismo da Imaginação, Harry Potter e o Problema do Mal e Harry Potter e Bibliotecas Teológicas.

Religião & Cultura Pop
“Existe todo um campo explosivo de religião e cultura popular buscando não apenas paralelos exatos, seja concordando ou contestando crenças religiosas, mas também considerando essas histórias um reflexo das sensibilidades espirituais ou religiosas da cultura”, afirma Russell W. Dalton, professor-assistente de educação cristã na Escola Brite Divinity, no Texas e autor de Faith Journey through Fantasy Lands: A Christian Dialogue with Harry Potter, Star Wars, and The Lord of the Rings (Jornada da Fé Através de Terras da Fantasia: um Diálogo Cristão com Harry Potter, Guerra nas Estrelas e O Senhor dos Anéis).

“Quando histórias se tornam tão populares quanto as de Harry Potter, elas deixam de refletir apenas as opiniões religiosas do autor, mas se tornam artefatos da cultura, dizendo algo sobre a cultura que as abraçou”, diz Dalton. “E esse é certamente o caso de Harry Potter.”

O interesse acadêmico no menino que sobreviveu ao mal faz parte de uma busca maior de escritores e estudiosos da religião por sinais da fé, e em particular por repercussões da narrativa cristã, na cultura. A busca não é nova, embora esteja historicamente concentrada na grande arte - como pintura e literatura. Mais recentemente, jornalistas de religião se voltaram para a cultura popular, escrevendo livros como O Evangelho Segundo os Simpsons, de Mark Pinsky, e The Gospel According to the Coen Brothers (O Evangelho segundo os irmãos Coen), de Cathleen Falsani, enquanto pesquisadores examinam o papel da religião em clipes da Madonna e em séries de TV como Jornada nas Estrelas e Lost.

“Precisamos nos envolver no diálogo que ocorre entre as pessoas”, defende Jeffrey H. Mahan, professor de ministério, mídia e cultura da Escola Iliff de Teologia, no Colorado, e um pioneiro no estudo da relação entre religião e cultura popular.

Também existe um longo histórico do uso da literatura infantil como forma de pedagogia religiosa. Amy Boesky, professora-associada de inglês do Boston College, afirma que o uso da literatura infantil para o ensino de valores morais remete a, pelo menos, Erasmo, que escreveu durante a Renascença, e inclui clássicos que vão de O Peregrino, de 1678, a Uma Dobra no Tempo, de 1962. O exemplo mais conhecido são os sete volumes de As Crônicas de Nárnia, escritos no início da década de 1950 pelo apologista cristão C. S. Lewis, que, além de servirem como divertida literatura fantástica, são frequentemente lidos como uma alegoria cristã, sendo o heróico leão Aslan obviamente uma metáfora de Cristo.

Embora alguns acadêmicos agora enxerguem Cristo em Harry Potter, os paralelos são mais sutis e, sem dúvida, amplamente ofuscados por uma torrente estonteante de feitiços mágicos, criaturas estranhas e jogos de quadribol. Harry em si é um complexo herói adolescente, assombrado pelo assassinato de seus pais, por vezes em conflito com seu papel no mundo e confuso, como qualquer um estaria, por sua estranha conexão mental com seu antagonista Voldemort.

“Os livros de Potter não são explicitamente religiosos como as narrativas de Nárnia, mas há a forte presença do mal, e temas do bem e do mal não são apenas filosóficos, mas também questões teológicas¿, observa Gareth B. Matthews, professor de filosofia na UMass Amherst.

Versões de Cristo e Deus
Alguns pesquisadores levam a busca por temas do Evangelho na série Harry Potter bem longe. Oona Eisenstadt, professora-assistente de estudos religiosos do Pomona College, faz uma análise extremamente elaborada, sustentando que Rowling explora a natureza complexa de personagens bíblicos apresentando duas versões de cada nos livros de Potter. os bruxos Severo Snape e Draco Malfoy, argumenta, representam interpretações concorrentes de Judas - ambos buscando a morte de Dumbledore, mas um porque está servindo o mal e o outro porque essa é uma exigência do destino. Eisenstadt enxerga Dumbledore e Harry, cada um à sua maneira, como figuras de Cristo - talvez Harry representando Jesus humano e Dumbledore o divino. E ela acredita que a descrição de elementos da comunidade judaica segundo o Novo Testamento ocorre através dos duendes (banqueiros repulsivos) e do Ministério da Magia (legalista e bitolado).

“Ao invés de oferecer uma alegoria direta, que obriga leitores juvenis a engolir a teologia, Rowling oferece representações dúbias, que são um convite à reflexão para jovens e todos nós”, escreve Eisenstadt.

Crítica ao fundamentalismo
Alguns estudiosos de religião parecem mais interessados na série Potter como um comentário social - em particular, eles focam na recusa de Harry em participar da discriminação aos trouxas demonstrada por alguns bruxos e feiticeiros de sangue puro, assim como na hostilidade a gigantes e fantasmas, entre outras criaturas mágicas ameaçadoras, que alguns personagens manifestam. “Um dos temas gerais da série Harry Potter tem a ver com perseguição com base na raça”, afirma Lana A. Whited, professora de inglês do Ferrum College, na Virgínia, e autora de The Ivory Tower And Harry Potter. Já Dalton, da Escola Brite Divinity, leva o argumento mais além, sugerindo que a associação de tolerância a personagens heróicos é uma crítica ao fundamentalismo.

“Para Dumbledore e Harry e seus amigos não importa se você nasceu trouxa ou gigante”, diz Dalton, “enquanto está claro que os Comensais da Morte, os malvados, são intolerantes às pessoas diferentes deles”.

Vozes divergentes
Nem todos os acadêmicos são tão entusiásticos. Elizabeth Heilmant, professora-associada de pedagogia da Universidade Estadual de Michigan e editora do livro Critical Perspectives on Harry Potter aponta que, diferente de Hermione, que abraça a causa dos elfos domésticos, “você nunca vê Harry Potter dedicando-se a uma causa em favor dos oprimidos. Ele é na verdade um herói relutante e não estou convencida de que a narrativa o faz efetivamente ir além de seus motivos pessoais”.

O interesse dos estudiosos de religião na série Potter se intensificou com o muito esperado lançamento do sétimo e último livro, Harry Potter e As Relíquias da Morte, publicado em 2007. A questão sobre a possível morte de Harry foi muito debatida antes do lançamento do livro, e não é preciso ter um diploma em divindade para ver temas de sacrifício e ressurreição na resolução dessa questão.

“Lembro-me da espera pelo livro sete e das conversas com meus filhos sobre se Harry Potter iria morrer e muitas dessas conversas envolviam até que ponto Rowling faria dele um livro cristão: será que Harry vai morrer e salvar o mundo?”, diz Stephen Prothero, professor de religião da Universidade de Boston.

O desfecho da história (alerta de spoiler!) é o ponto de partida para muitos estudiosos de religião, porque nas cenas finais, Harry compreende “que sua função era caminhar calmamente em direção aos braços acolhedores da Morte”, escreve Rowling. Harry permite que ele seja morto - ou pelo menos atingido por uma maldição fatal - para salvar o mundo da feitiçaria, mas depois retorna à vida, encorajado por uma visão de Dumbledore que lhe diz: “retornando, você pode garantir que menos almas sejam mutiladas, menos famílias sejam destruídas”. Harry então vence Voldemort e, segundo a descrição do livro, é visto pela multidão que testemunha a batalha final como “seu líder e símbolo, seu salvador e seu guia”.

“No final do último livro, temos um Potter agonizante que ressurge - ele precisa ser morto para livrar o mundo do mal personificado por Voldermort”, diz Paul V. M. Flesher, diretor do programa de estudos religiosos da Universidade de Wyoming e autor do artigo sobre Harry Potter para o Journal of Religion and Film. “Existe um padrão cristão nesta história. Não é apenas o bem contra o mal. Rowling não está sendo evangélica - isso não é C. S. Lewis -, mas ela conhece tais histórias e está claro que ela junta as peças de uma maneira que faz sentido e que ela sabe que os leitores vão acompanhar.”

Escritora confirma analogia religiosa
A própria Rowling, após a publicação do livro final, disse acreditar que os temas religiosos haviam “sempre estado óbvios”, e os acadêmicos observam pelo menos duas citações não nomeadas do Novo Testamento na série, uma no túmulo da mãe e irmã de Dumbledore (”Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração”, Mateus), e uma no túmulo dos pais de Harry (”Ora, o último inimigo a ser destruído é a morte”, 1 Coríntios).

A última batalha de Harry com a morte consolidou o romance entre acadêmicos de religião e a série de Potter, com as controvérsias iniciais a respeito de varinhas e bruxaria sendo ofuscadas pela discussão do caráter de Harry e suas escolhas de vida.

“Ao invés de condenar certos elementos da série como malignos - algo que muitos cristãos fizeram -, devemos convidar nossas comunidades a apreciar mais profundamente tanto as similaridades quanto os contrastes entre as histórias e nossa fé cristã”, Mary Hess, do Luther Seminary de Minnesota, escreve no periódico Word & World.

De fato, Leonie Caldecott, escrevendo no Christian Century alguns meses após a publicação do sétimo livro, opina: “Como é revelado em Relíquias da Morte, longe de enganar a morte, Harry deliberadamente abraça a morte quando finalmente entende que isso é necessário para salvar os outros, e não apenas aqueles que ele particularmente ama.”

Dumbledore, no início da série, deixa claro suas próprias visões sobre o tema, dizendo: “Para uma mente bem organizada, a morte é apenas a próxima aventura.”

Na conferência da Academia Americana de Religião, os participantes exploraram a cena final, bem como outras ilustrações da morte na série de Potter, buscando por significados. Paul Corey, professor de estudos religiosos da Universidade McMaster, do Canadá, retoricamente perguntou: “Qual é a diferença entre um cristão e um Comensal da Morte?”. Este foi o ponto de partida para refletir sobre como a busca de Voldemort para vencer a morte poderia diferir de, ou se assemelhar, ao desejo cristão pela vida eterna no paraíso. E Lois Shepherd, especialista em bioética da Universidade da Vírginia, disse que encontrou na série um argumento contra o prolongamento da vida física a todo custo - uma rejeição ao que ela chamou de “busca para evitar a morte” que, segundo ela, foi representada pelo debate sobre Terri Schiavo no mundo real.

“A morte, na filosofia da série, não deve ser temida”, Shepherd diz. “Na verdade, são aqueles que mais temem a morte - Voldemort sendo o exemplo supremo disso - que se envolvem em atos inomináveis de maldade.”

Evangélicos fazem protesto em show de roqueiro


A essa altura do campeonato, Marilyn Manson ainda consegue escandalizar alguém? Pelo visto, sim, a julgar pelos protestos de cristãos na frente de uma casa de shows na Califórnia, onde o soturno astro do rock se apresentou na noite de quinta-feira.

Do lado de fora do Pomona Fox Theater, em Los Angeles, erguiam cartazes com dizeres do tipo “Creia em Jesus, arrependa-se” e entoavam canções cristãs. Um deles, Rod Warner, disse ao jornal da região “San Bernardino Sun”: “Cada camiseta que você vê aqui descreve apenas a morte. Eles dizem que poderiam ser cristãos se quisessem, mas Deus disse ‘cultue-me com o coração, não com palavras’”. As informações são do site Gigwise.

O protesto dos cristãos irritou os fãs de Manson. Cesar Haro, de 19 anos, disse: “Argumentar com essas pessoas pode ser legal. Mas eles estão desrespeitando nosso direito de estar aqui. E nós pagamos por isso”, queixou-se. Apesar dos protestos, o show correu sem maiores problemas.

Evangélica vai a justiça para poder trabalhar usando saia


Evanir Abreu de Campos, 40, percorre as ruas do Parque Lageado, região oeste de Campo Grande (MS), para trabalhar. Agente do Programa de Saúde Familiar (PSF), o trabalho dela é prestar orientações, pesar crianças e encaminhar pacientes, se necessário, para o posto de saúde da área. Evangélica, Evanir sempre usa a camisa do uniforme com uma saia, peça que de uma escolha pessoal transformou-se em uma briga judicial com a Secretaria Municipal de Saúde.

“Fiz um voto com o Senhor”, diz Evanir. Há 11 anos, tornou-se evangélica, mas não usava regularmente saia. A mudança aconteceu pouco tempo depois, quando a filha Caroline, à época com um ano e dois meses de idade, começou a ficar doente e teve de ser internada. A mãe fez um voto de não usar mais calça a partir daquele dia. A menina melhorou, mas Evanir não cumpria à risca o que havia prometido e acredita que esse tenha sido o motivo da recaída da doença da filha. No segundo susto, renovou o voto e não voltou atrás.

Nos últimos anos, diz que seu voto está sendo “testado pelo Senhor”. O que para ela é uma provação divina começou como questionamento jurídico em 2006, três anos depois que ela se tornou agente do PSF: a Secretaria de Saúde de Campo Grande adotou como norma o uso de calça e camisa para as agentes, seguindo procedimento de segurança no trabalho. Evanir recusou-se a usar o novo uniforme e ainda transformou a calça em saia. A ação foi vista como insubordinação e a servidora foi suspensa por três dias e foi orientada a procurar um advogado.

A servidora voltou a trabalhar amparada por liminar e, em janeiro de 2007, o juiz Carlos Alberto Garcete acatou ação com mandado de segurança e determinou que Evanir tinha direito de usar saia. A trégua durou até novembro de 2008, quando o juiz Fernando Paes Campos, na sentença do mérito, revogou decisão liminar e sugeriu no despacho: “(…) no caso específico da impetrante, talvez pudesse ela usar a saia exigida por sua religião por cima da calça exigida por sua profissão, já que o inverso seria de difícil execução”.

A partir daí, a servidora não pôde mais trabalhar. O advogado de Evanir recorreu ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS) e, novamente, em caráter liminar, a servidora pôde retornar à função em março desse ano. O recurso foi julgado pela turma no fim de agosto, e Evanir conseguiu o direito de usar saia. A disputa ainda não acabou, pois a Agência de Saúde de Campo Grande, órgão vinculado à secretaria, ainda pode recorrer da decisão.

Evanir conta a história de vida para justificar o apego à causa. Diz que foi “muito rebelde” antes da conversão e que a família - pai, mãe e irmãos - gostava de “festa e algazarra”. Foi seu filho de três anos que ‘puxou’ a mudança de religião na família. Atraído pela música da igreja, pediu para a avó levá-lo. Benvinda, mãe de Evanir, foi a primeira a se converter, numa sequência de cinco irmãos da servidora e quatro cunhados. “Se eu sou cristã, sou cristã na vida e no trabalho, não dá para ser pela metade”, acredita.

Igreja para gays: “Homossexualidade não é doença nem pecado”


O que diz a Bíblia, de fato, sobre a homossexualidade? Se para a maioria das igrejas a resposta é simples e está ligada à condenação ou a pecado, outra denominação que já existe há dois anos em Vitória se propõe a mostrar uma nova visão - não menos polêmica - sobre este antigo tema.

Para a Igreja da Comunidade Metropolitana de Vitória, que se propõe a acolher gays, lésbicas, travestis, bi e transsexuais, a homossexualidade não só não é condenada na Bíblia como lá estão vários exemplos de relações homoafetivas. “Davi e Jônatas, Rute e Noemi, o centurião romano e seu servo são exemplos. Davi era um homem de Deus, e lá está escrito que ele amava Jônatas mais que às mulheres”, argumenta a pastora interina da igreja, Eliana Ferreira.

Para a pastora, que frequentava e era liderança antes numa tradicional igreja evangélica, a maioria das interpretações dos trechos da Bíblia que falam de homossexualidade baseiam-se em traduções e não no texto original. “A palavra homossexual apareceu no século XIX.

As palavras em hebraico que aparecem não se referem ao homossexualismo em si”, defende. Esses e outros argumentos serão postos em debate hoje, no seminário “Homossexualidade não é doença nem pecado”, que acontece a partir das 15h, na capela ecumênica da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

Diferente

Não apenas por ter essa visão das sagradas escrituras, mas também por ser conhecida pela proposta de acolher homossexuais, a igreja desperta muita curiosidade. O rito, no entanto, é muito parecido com o de outras denominações. Seus onze membros - a maioria jovem - se reúnem aos domingos para louvar a Deus, conversar sobre a Bíblia e cear juntos.

“Temos muitos visitantes. A maioria é um público universitário. Muitos ficam curiosos sobre os encontros, mas não é nada de anormal, temos ritual de batismo, louvor. Somos uma igreja evangélica com uma proposta inclusiva, voltada para o público GLBTT”, explica a pastora, que vai ser oficialmente ordenada em breve. Além de Vitória, a igreja, fundada no fim da década de 60 nos Estados Unidos, tem sedes em Minas Gerais, Paraná, São Paulo e Fortaleza.

Espaço para a espiritualidade sem preconceito

Membro da igreja, o administrador André Luis Santos, 32 anos, vai falar sobre a Teologia Queer (gay), durante o seminário. “Vou apresentar o assunto de uma forma mais simples. A teologia fala da inclusão de todas as pessoas”, resume.

Ele ressalta que os membros da igreja não querem se colocar em evidência, ou fazer um movimento em prol da causa homossexual, mas apenas ter a liberdade de culto respeitada, assim como sua orientação sexual. “Só queremos dizer que existe essa opção para as pessoas que querem viver sua espiritualidade. É só um espaço onde não se considera a homossexualidade um pecado”, ressalta. Ex-estudante de colégio católico, André diz que chegou a se perguntar como iria sobreviver num mundo com visões tão excludentes em relação à sexualidade. “A sorte é que procurei me informar e estudar. Mas sempre há sofrimento”.

Pronta para realizar até casamentos

Além de participar de todas as atividades, os membros da Igreja da Comunidade Metropolitana podem casar-se com pessoas do mesmo sexo, o que não seria possível nas igrejas que frequentavam antes. A igreja de Vitória ainda não realizou casamentos, mas está apta a fazer isso. “Já fui procurada por um casal de lésbicas, mas depois elas não voltaram. Basta apenas que eles ou elas tenham um relacionamento de mais de um ano”, explica a pastora interina Eliana Ferreira.

A igreja também orienta que os interessados procurem oficializar a união em cartório, com um contrato civil. “Não basta ficar algumas vezes para poder casar”, avisa. A mesma igreja em São Paulo já realizou casamentos coletivos.

A pastora lembra que igreja segue uma orientação teológica e uma hierarquia como as demais. “Não criamos uma igreja, não estamos isolados. Teologicamente está tudo amarrado. Boa parte da teologia cristã é aceita por nós. Não é uma igreja moralizante da cultura gay. Apenas está aberta aos que sentiram excluídos e não tiverem preconceito”.